Skip to main content
Internet Archive's 25th Anniversary Logo

Full text of "Juventude evangélica."

See other formats


PER 

BV 

4427 
. J88 
1958 - 



LIBRARY OF PRINCETON 



SEP aro 



THEOLOGICAL SEMINARY 



*RARY OF PRINC ETOlv 
| OCT 2 1 2009 | I 

H EOLOGICAL SEMIN A 

PER BV4427 . J88 
Juventude evangilica. 


Digitized by the Internet Archive 
in 2016 


https://archive.org/details/juventudeevangel61 igre 




O QUE INTERESSA À MOCIDADE 

Freqüentemente ouve-se a queixa de que a mocidade de um modo 
geral hoje não se interessa por temas sérios, mas principalmente por es- 
porte, cinema, diversões etc. Afim de averiguar, se esta afirmação é 
certa ou não, e para ver o que interessa à mocidade de hoje, no ano 
passado foi realizado um questionário entre os jovens dum acampamento 
da mocidade evangélica. O resultado, que interessa também a nós, foi 
o seguinte: 

1 — Há interesse por tudo que é atual, o que de momento, de 
um ou outro modo, afeta a humanidade. 

2 — Tudo que é humano atrai: grandes vultos de todos os terrenos 
da atividade humana, exemplo Albert Schweitzer. Qualquer imposição, 
mesmo do melhor padrão ou modelo é rejeitado enèrgicamente. 

3 — Nada querem saber do dogmatismo, opiniões absolutas e ex- 
cátedra. Há um grande ceticismo contra partidos e organizações de di- 
retrizes absolutas e inflexíveis. No entanto acata prontamente as con- 
vicções livres e francas de pessoas independentes e de idéias vividas por 
tais pessoas. O sectarismo é abominado. 

4 — Não querem nem aceitam soluções prontas que só falta ingerir 
e pronto. Detestam idéias preconcebidas que se lhes quer impor, mas 
querem convencer-se por si mesmos. Querem examinar as respostas re- 
cebidas pelos adultos para os seus problemas e querem conservar a liber- 
dade de rejeitar, modificar ou aceitar. 

Creio que a situação da nossa mocidade seja idêntica na maior 
parte destes pontos com a européia, e que é bom observar isto no tra- 
balho com a juventude. Onde tenho as minhas dúvidas é na questão das 
respostas prontas, porque seguidamente me perguntam: O que diz a 
igreja? Que acha o senhor? E desconfio às vêzes que assim acontece, para 
pouparem-se do trabalho de pensar por si mesmo e não aceitarem a res- 
ponsabilidade de uma decisão pessoal. Estas seriam umas perguntas que 
eu faria: A nossa mocidade aceita responsabilidades ou se esquiva dela? 

Ela procura ter convicções próprias, ou ela prefere o conveniente, 
o mais fácil? Quais os seus ideais e onde os busca? 


G. Boll 



PENSAMENTOS DE CHARLES MORGAN 


Desejaria que você gostasse das pessoas. Elas 
gostariam também de você. (De «A Viagem»). 

Nós amamos os outros quando nos amamos a nós 
mesmos e detestamo-los, quando nos odiamos. 

(De «Saarkenbroke) 



Conheça este homem: 


A. ]. RENNER 

O conhecido industrial pôrto ale- 
grense concede uma entrevista à 
J. E. — Razão de seu sucesso: amor 
ao trabalho e à profissão — Tra- 
balho: uma obrigação e ser bem 
feito, um dever — Responsabilida- 
de, o grande fator para um melhor 
entendimento entre os homens. 



Pergunta - — Como o senhor imaginava a sua carreira quando 

jovem? 


Resposta — Esta pergunta vai me dar ocasião de contar algo que 
nunca revelei püblicamente e, talvez, nem mesmo em palestras mais 
íntimas. Quando comecei a compreender o que estava lendo, dava 
preferência aos livros e artigos que tratavam de invenções e realiza- 
ções no campo da técnica. E como nessas leituras aparecia, quase sem- 
pre, o engenheiro como personagem central dos fatos relatados era na- 
tural que eu me inclinasse, instintivamente, para essa profissão. Mas 
quando, alguns anos mais tarde, soube que para ser engenheiro teria 
que fazer estudos ginasiais em São Leopoldo e, depois, na Faculdade 
de Pôrto Alegre pus de lado a idéia. E’ que tais estudos importariam 
em sacrifícios de ordem pecuniária que, de modo algum, poderia eu 
exigir de meus saudosos pais, uma vez que éramos dez irmãos, sendo eu 
o mais velho. Bem sabia que meus pais tudo fariam para atender o que 
eu julgava ser a minha vocação e, por isto mesmo, nada lhes falei a 
êsse respeito e acabei aprendendo a profissão de ourives. Muito mais 
tarde, entretanto, pude realizar alguma coisa daquilo que eu supunha ser 
obra de engenheiro, nas minhas divagações infantis. Posso assim dizer 
que em boa parte meu sonho foi realizado. 

Pergunta — Quais os fatores principais a que atribui o seu 
sucesso? 

Resposta — Já por diversas vezes tive oportunidade de dizer que 
êsses fatores foram: amor ao trabalho e à profissão. E a isso acres- 
centaria a pontualidade, senso de responsabilidade e de justiça, prazer 
em ser útil, tolerância, honestidade de propósitos, perseverança e, ainda, 
profunda aversão à ostentação e ao jôgo. 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


3 


A respeito da pontualidade e do senso de responsabilidade, citarei 
dois fatos que os definem muito bem, no meu caso particular. Desde 
então, já decorreram mais de 60 anos. Naquêle tempo, quem quisesse 
obter leite devia ter vacas próprias e para o transporte não podia dis- 
pensar do cavalo. Eu fôra encarregado de dar pasto a êsses animais, 
pela manhã, levando-os ao potreiro que ficava a um quilômetro .aproxi- 
madamente, de nossa casa. Para poder chegar a tempo na escola, que 
começava às 7,30 horas, precisava me levantar muito cêdo. Entretanto, 
uma única vez cheguei atrasado à aula, num dia de chuva e muito frio. 
Foi envergonhado que, de cabeça baixa, passei diante do professor e 
dos meus colegas. Parecia-me uma falta imperdoável embora não me 
fizessem qualquer observação e nem fôsse raro o fato de um ou outro 
aluno chegar com algum atraso à escola. 

A mesma obrigação de cuidar dos animais, que tinha pela manhã, 
também me tocava à noite. E nunca deixei de cumpri-la. Nas quartas- 
feiras e aos sábados de tarde não tínhamos aula e então, assim como 
aos domingos, brincávamos a valer. Mas bastava que soasse a hora 
das Ave Marias, para que eu deixasse os amigos e fôsse cuidar de minhas 
ocupações. Confesso que. por mais de uma vez, estive tentado a ficar 
um pouco mais, mas felizmente sempre prevaleceu o sentido de respon- 
sabilidade e me apressava em ir atender os meus afazeres. Assim agi 
em tôda a minha vida e não tenho do que me arrepender. 

Pergunta — Quem mais o ajudou na luta pelo sucesso e por que? 

Resposta — Minha esposa e meu saudoso concunhado Frederico 
Mentz. Minha esposa porque foi em tôdas as horas, sobretudo quando 
as dificuldades eram maiores e exigiam muitos sacrifícios, a companheira 
dedicada e solícita, além de mãe extremosa. Excelente dona de casa, 
não se envolvia, porém, nos meus negócios, a não ser quando diretamente 
consultada. Meu saudoso concunhado Frederico Mentz depositou em 
mim ilimitada confiança e no início, quando sempre há dificuldades, prin- 
cipalmente financeiras, livrou-me dessas preocupações. Foi até o fim 
de sua vida um prestimoso conselheiro meu, sempre pronto a indicar-me 
o caminho com a sua larga experiência da vida e dos negócios. Tive 
nêle um grande amigo. 

Pergunta — Qual o valor e a significação que atribui ao Capital? 

Resposta — Na mão dos mais eficientes e mais capazes, deve ser 
administrado no sentido de contribuir para o desenvolvimento econômico 
e melhorar o standard de vida dos que concorrem para torná-lo um 
elemento altamente produtivo. Tem, portanto, uma elevada função 
social. 


Pergunta — Qual o valor e significação que V.S. atribui ao tra- 
balho? 


Resposta - — O trabalho é uma obrigação para todos nós. E temos 
o dever de fazê-lo bem feito e pôr nêle todo o nosso interêsse, para lhe 
darmos o seu verdadeiro valor. 

(Continua página 10) 


4 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 



SEM RESSURREIÇÃO DE CRISTO — 

CRISTIANISMO FRACASSADO 


«Na igreja e na religião cristã 
há muita cousa boa que aceito sem 
restrições: a nobreza da pessoa de 
Cristo, o seu ensinamento de amor 
e humanidade, a prática da cari- 
dade, o exemplo de humildade e de 
renúncia. Eu acho que isto basta e 
não é preciso aceitar outras cou- 
sas que não compreendo e nas quais 


não creio: a inimizade fatal entre 
a humanidade e Deus, a presença 
completa e insuperável de Deus ein 
Cristo, a ressurreição de Cristo dos 
mortos, sua volta a êste mundo para 
o juízo final, destruição dêste mun- 
do e uma nova criação». 

Aqui temos uma porção de difi- 
culdades que enchem de dúvidas o 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


5 


nosso raciocínio. Ninguém, que en- 
cara com sinceridade estas afirma- 
ções, poderá negar que não são de 
fácil e simples compreensão. Espe- 
cialmente o fato da ressurreição 
rompe tôdas as nossas experiências 
e leis naturais. Simplesmente não 
existe vida que não conheça um 
começo e um fim. Como podemos 
crer e afirmar que da morte de Je- 
sus, que devorou a sua vida e sua 
pessoa. Deus fêz surgir uma nova 
vida, que significa a continuação 
dêste Cristo para a eternidade, em 
uma vida semelhante à do próprio 
Deus? Isto é, Deus criou Cristo de 
novo. Não é — contiuação duma 
alma imortal. 

De saída o apóstolo Paulo afirma 
que uma fé cristã sem o aconteci- 
mento da páscoa é um absurdo. «Se 
Cristo não ressuscitou, é vã a nos- 
sa pregação e vã a vossa fé» (I 
Coríntios 15:14). Se vos custa crer 
na ressurreição de Cristo e conse- 
quentemente também na ressurrei- 
ção de todos que creem em Cristo 
e morrem confiados nêle — então 
procurai imaginar o que seria a 
vossa fé, sem êste fato. Venham 
comigo e façamos uma excursão 
mental para um mundo que não 
conhece ou não aceita a ressurrei- 
ção de Cristo. 

Em que situação ficaria a pessoa 
do próprio Jesus? Continuaria sendo 
uma personalidade marcante na 
história dos homens excepcionais. 
Uma porção de seus ensinamentos 
seriam dignos de serem conhecidos 
e praticados: o sermão da monta- 
nha, a parábola do bom samarita- 
no o perdão aos inimigos em meio 
das calúnias e dos sofrimentos. Sem 
dúvida! Mas se a cruz e o túmulo 
fôssem o ponto final de tudo isto 
não seria Jesus um idealista, um 
sonhador fracassado? E como ê’e 
deveriam fracassar todos que o 
seguem e nêle confiam. Os peca- 
dos que êle perdoou não estariam 
perdoados, os cansados que ani- 
mou, os deseperados aos quais deu 


uma nova esperança, o reino de 
Deus cuja presença anunciou — 
tudo isto seria uma bela ficção sem 
base real. Tudo seria um «faz de 
conta», mas na verdade vence a 
brutalidade da vida e o fim é a 
morte. Nossa fé e pregação, uma 
bela mentira! 

Qual seria a atitude dos cristãos 
no mundo? Procurariam encontrar 
um rumo entre amor e ódio, guerra 
e paz, verdade e mentira. Em parte 
procurariam seguir o exemplo e o 
ensinamento de Cristo, em parte 
seriam um grupinho de pessoas que 
sempre tentam nadar contra a cor- 
renteza do tempo e da história. 
Deixariam guiar-se por um pouco 
de razão e por muita loucura. E no 
fim? Acabariam cedendo sempre 
sendo levados e destruidos pelo 
torvelinho dos acontecimentos, pois 
ninguém lhe resiste. Se Cristo não 
venceu êste mundo, com que razão 
esperamos nós vencê-lo. Se o seu 
rumo próprio o levou à ruina, como 
aquêle dos cristãos os levaria à 
vitória? 

Que seria de minha existência 
cristã pessoal? Há quem diga que. 
mesmo sem o fato da ressurrei- 
ção de Cristo , a nossa fé nos dá 
um valor subjetivo, nos torna oti- 
mistas face à vida e confiantes, nos 
dá uma reserva de forças morais. 
Mas Paulo diz: «Se a nossa espe- 
rança em Cristo se limita apenas a 
esta vida, somos os mais infelizes 
de todos os homens». Seríamos co- 
mo uma pessoa que se sentou entre 
duas cadeiras, a do mundo a cujos 
prazeres não quer entregar-se in- 
teiramente, e a de um deus que não 
teria o poder necessário de levar 
à vitória sua causa. Não teriamos 
bem nem uma nem outra cousa e 
seríamos uns pobres enganados que 
procuram convencer a si mesmos 
e a outros de que estão certos. A 
êste ponto chegamos, quando que- 
remos um cristianismo sem a res- 
surreição de Jesus. Algo de todo 
ridículo e fracassado. 


6 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


CONVERSA COM O LEITOR 


Como você viu estão sendo introduzidas algumas inovações em 
nossa revista. U ma delas é que ficou decidido que em cada número 
seja publicado o ternário do seguinte, para que você, leitor saiba com 
antecedência o que vai encontrar, ao mesmo tempo que tem assim 
possibilidade de nos mandar as suas colaborações. 

Você iá deve ter notado que existem temas fixos, isto é, que 
aparecem em todos os números da revista. São êles o artigo de fundo 
e «Conheça êsse homem». Assim, em Abril serão publicados: 

Tema de fundo: Sputnik e Deus 

Conheça êste homem: Steward Hermann 

E em Maio: 

Tema de fundo: Criação e evolução — Do macaco ao homem 

Conheça esta mulher: Diaconisa Jahn 

Se você tiver qualquer pensamento ou pergunta relacionados com 
êstes temas, anote-os e os envie à esta Redação, que lhe ficaremos muito 
gratos. 

Os outros temas são variáveis e também para êles solicitamos 
sua colaboração; as seccões de música, jogos, recreações, perguntas e 
respostas, relatórios, escreve o leitor, noticias sociais, esperam sua par- 
ticipação. 

E agora uma informação: você deve enviar a sua colaboração 
com um mês e meio antes da publicação do número em que deseja que 
ela apareça. E’ preferível que você a mande escrita à máquina, espaço 2 
e escrevendo sempre só de um lado do papel. 

Ajude, pois, leitor amigo, a organizar a sua revista e você sen- 
tirá, mais ainda, que ela lhe pertence. 

O redator. 


Com isto ainda não provamos 
que de fato êle ressuscitou. Real- 
mente não o podemos provar por 
meios racionais. Mas quando atra- 
vés a sua palavra alguém sente 
que ainda hoje êle tira de nós o 
peso do pecado como o tirou do pa- 
ralítico que baixaram diante de 
seus pés, do telhado, que ainda hoje 
êle dá alívio aos oprimidos que ou- 
vem o seu chamado, que êle dá 
sentido e abundância de vida mes- 
mo aos que despertaram da vida, 
- — então sentimos que êle continua 
sendo uma presença real, que tudo 
que era e disse não terminou na 
cruz e na cova, mas continua vivo 


e válido». De fato Cristo ressusci- 
tou dentre os mortos». 

Por isto nossa fé não é ficção e 
nós cremos em sua palavra e a 
pregamos. Por isto não somos ar- 
rastados ao fundo pelo torvelinho 
dêste mundo, porque a nossa fé é a 
vitória que venceu o mundo. Por 
isto não nos sentamos entre duas 
cadeiras, não lutamos em vão, por- 
que estamos do lado daquele que 
recebeu o prêmio. Eu ao menos de- 
sejo estar dêste lado, e não dc lado 
dum cristianismo que é um absur- 
do em si mesmo por não aceitar o 
«absurdo» da ressurreição de Cris- 
to. G. Boll 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


7 


Notícias de São Miguel do Oeste (S.C) 


Após longo tempo de silêncio, vimos 
por intermédio da nossa revista dar no- 
tícias nossas, às co-irmãs de todo o Bra- 
sil. Durante o ano passado nossas reu- 
niões transcorreram regulares, sendo que 
neste período foram adquiridos uma mesa 
de ping-pong, rede e bola de volei e ou- 
tra bola, que também é ocupada para os 
diversos jogos que se realizam aos do- 
mingos e feriados à tarde. 

Tivemos a satisfação de assistir ao 
casamento de uma nosso sócia e colabo- 
radora, Helma Lohmann, primeira presi- 
dente eleita da nossa Juventude, com o se- 
nhor Albino Hentges. 

Dia 27 do mês de novembro do ano 
passado comemoramos a entrada do Ad- 
vento com uma reunião festiva que teve 
início às 21,30 horas. 

Dia 6 de janeiro fizemos um pic-nic. A 
ida transcorreu sem incidentes, alegres e 


contentes. Cantando canções do nosso 
«Cantai Jovens», chegamos no lugar esco- 
lhido. Tratamos logo de satisfazer as exi- 
gências do nosso estômago, pois êle, após 
tal caminhada estava reclamando com in- 
sistência algo para recuperar as forças per- 
didas. À tarde, no meio da algazarra e do 
divertimento, fomos interrompidos por um 
colega, que apontando para o céu, disse: 
Vejam só! Bastou para que todos corres- 
sem para recolher suas mochilas e deban- 
dar do lugar, querendo fugir à chuva que 
nos ameaçava. Tõda a nossa velocidade 
foi baldada, pois, a chuva nos alcançou, 
fazendo que voltássemos sujos e molha- 
díssimos para casa. Mesmo assim esta ex- 
cursão ficará inesquecível para todos que 
a acompanharam. Êste ano contamos fazer 
mais excursões e intensificar a atividade 
de nossa J. E., que atualmente possui 30 
membros inscritos. 

Cristina M. Raffel 


NOTÍCIAS SOCIAIS 

NOIVADOS 
Contrataram casamento: 

Sr. Rudy Edgar Voese, membro da J.E. de Sta. Cruz do Sul, e srta. Ellita 
Mueller, da J.E. de Monte Alverne; 

Sr. Kert Otto Klotz, membro da J.E., de Santa Maria, e srta. Celina 
Alzira Leipnitz, de Ijui. 

Sr. Florisvaldo Schmorantz e srta. Gerda Mayer, membros da J. E. de 
Santa Rosa. 

CASAMENTOS 

Contraíram matrimónio: 

Em 31.1.59, o sr. Augusto Reimann e srta. Loni Gerda Mensch, membros 
da J. E. de Santa Rosa. 

Em 21.2.59, o sr. Erich Auter com a srta. Danúbia Spidler, membros da 
J. E. de Esteio: 

Em 28.2.59, o sr. Dieter Streikei com a srta. Brigitte Meirose, membros 
da J. E. de Esteio. 

Em 17.1.59, o sr. Mario Senger, da J. E. de São Pedro do Sul, com a 
srta. Vélcir R. Weber. 


8 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


LEITOR: COOPERA COM A TUA REVISTA 


Como os leitores já ficaram sabendo pela leitura do último 
número da Juventude Evangélica, através dos artigos «Três Cartas 
— Duas Campanhas — Uma Revista» e «O 5 o Aniversário de 
nossa Revista», ficou decidido que: 

1. Sairão anualmente 10 números da revista, isto é, nos 
meses de março à dezembro; 

2. O ternário de cada número será publicado anterior- 
mente; 

3. Deutcher Teil acompanhará cada número como suple- 
mento avulso, de quatro páginas; 

4. O preço de assinatura será de Cr$ 70,00, o que re- 
presenta um aumento de Cr$ 1,00 por número, isto é o mínimo 
possível. 

Vocês bem podem imaginar que, para que êste preço possa 
ser mantido, torna-se necessário, pelo menos, duplicar o número 
de assinaturas e foi por isso que lançamos a CAMPANHA DA ASSI- 
NATURA, que oferece, a título de estímulo, os seguintes prêmios: 

1. Quem conseguir 10 assinaturas, tem gratuita a sua 
(enviar lista rubricada pelo Presidente, com o nome dos assinantes); 

2. Quem conseguir mais de 10 assinaturas, concorre a 
uma tômbola que oferece: 

a) Uma viagem à Curitiba, com estadia paga de uma 
semana (caso o sorteado for daquela cidade, a viagem 

será para Porto Alegre); 

b) Uma fatiota Renner, no valor de Cr$ 4.000,00, caso o 
premiado for rapaz; ou uma porcelana Renner, no 
mesmo valor,, caso for moça; 

c) Um par de sapatos até Cr$ 1.000,00; 

d) O livro: Deuses, Túmulos e Sábios, de Ceram (ou equi- 
valente); 

e) O livro: Obras Primas da Novela Brasileira (ou equi- 

valente). 

Para que haja permanente intercâmbio entre os responsá- 
veis pela Juventude Evangélica e seus leitores, solicitamos que seja 
nomeado, para cada grupo, um agente da revista, que ficará en- 
carregado de sua distribuição, cobrança e correspondência, bem 
como mantendo-nos continuamente informados sôbre o que diz 
respeito ao grupo e à revista. 

A Redação 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


9 


Cont. A. J. RENNER 


Pergunta — As tensões entre os que possuem muito e os que 
possuem menos são inevitáveis? 

Resposta — Creio que elas não podem ser evitadas de todo, como 
desejaríamos, mas sim, grandemente atenuadas. Sempre haverá os que 
possuem mais e os que possuem menos, estes, como é natural, em maior 
número que os outros. Aquêles devem sua situação, de um modo geral, 
à sua maior capacidade de trabalho, a saberem melhor conduzir seus 
esforços num determinado sentido e, ainda, a outros predicados. Se 
souberem utilizar êsses dons sem perder de vista o problema social, 
fugindo à ostentação e aos vícios de tôda natureza, se mostrarem, en- 
fim, senso de responsabilidade, equilíbrio e espírito de justiça estarão 
contribuindo, sem dúvida, para amenizar a mencionada tensão. Por isso 
devemos nos empenhar para que aumente sempre o número daqueles 
que, sendo bem aquinhoados pela fortuna, ajam com critério e realismo, 
tomando interêsse pela causa dos demais. Por outro lado, se os que 
possuem menos se esforçarem para, dentro de suas possibilidades men- 
tais e físicas, realizarem bem o seu trabalho, poderão, no seu setor de 
atividade profissional, contribuir poderosamente para reduzir essa ten- 
são. O que é importante saber e difundir, é que o remédio não estará 
jamais na inveja, que só pode alimentar intensões mesquinhas e riva- 
lidades. Reconhecer sua própria capacidade e desenvolvê-la, tantc 
quanto possível, tomando mesmo como exemplo a conduta dos que su- 
biram na vida, eis o caminho a seguir pelos que desejam verdadeiramente 
progredir e aumentar suas posses. Quando dei meus primeiros passos 
no campo industrial, também estava entre aqueles que «possuíam me- 
nos». Mas nunca invejei os melhor aquinhoados pela fortuna. Somente 
o exemplo dos que eram bem sucedidos nos seus negócios, por esforço 
próprio, me causava admiração e servia de estímulo a todos os meus 
empreendimentos. A igualdade absoluta é um mito. Mas é possível 
fazer com que todos se entendam melhor, se houver uma compreensão 
exata de responsabilidades e a segurança de que cada um poderá, com 
esforço e pertinácia, melhorar suas condições de vida. 


QUANDO O MAR VEM MANSAMENTE 
SÕBRE A AREIA SE ESPRAIAR, 

QUANDO A BRISA SUSSURRANTE 
NOS SEGREDA AO PERPASSAR, 

SOA MÍSTICA HARMONIA 

OUVE-SE UM FELIZ RUMOR 

SÕBRE O CHORO VEM DAS ONDAS 
TUA DOCE VOZ, SENHOR! 


10 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


MENS SANA IN 
CORPORE SANO 


E' preciso cuidar de tua saúde. 
Vão aí algumas regras muito sim- 
ples que não podem ser negligen- 
ciadas sem prejuízo. 

Conserva o teu corpo limpo! Isto 
começa assim que o lavas tôdas as 
manhãs inteiramente e bem. Nada 
de limpeza de gato que passa a pata 
duas vêzes pelo focinho e pronto. 
Além do banho diário de chuveiro 
é conveniente estender todo o corpo 
amiúde em banho inteiro. Depois é 
importante enxugar bem o corpo 
friccionando-o bem. Isto ativa a cir- 
culação e a respiração da pele. 

Cuida dos teus dentes: escova-os 
diariamente, pelo menos antes de 
deitar-te, manda examiná-los re- 
gularmente pelo dentista. Assim 
pouparás dinheiro, conservarás os 
teus dentes por mais tempo e não 
causarás a má impressão de uma 
pessoa bem vestida e jovem que, 
tôdas as vêzes ao abrir a bôca, apre- 
senta uma fila de dentes mal cuida- 
dos, cobertos de uma camada es- 
cura e cheirando mal. 

A vestimenta deve ser de acordo 
com a temperatura, não usando 
roupas nem muito quentes nem 
muito negligentes. Toma cuidados 
especiais com a roupa de baixo, 
mudando-a frequentemente. Certa- 
mente te lembras de agradável sen- 
sação que se tem vestindo roupa 
limpinha depois dum banho quente. 
Da mesma forma é importante que 
ao deitar-te à noite se ponha rou- 
pa de dormir sempre limpa e bem 
arejada. Não é admissível o costu- 
me ainda em uso em alguns lugares 
de dormir com a mesma roupa usa- 
da durante o dia. 

Procura trabalhar e viver em re- 
cintos bem arejados onde há cons- 
te renovação do ar. O ar «gasto» 



e viciado não fornece aos pulmões 
o oxigênio necessário. Deixa entrar 
ar fresco durante à noite no quarto 
de dormir. Evita o fumo o quanto 
possível. 

Vive, sempre que possível, ao ar 
livre: pratica a ginástica, o esporte, 
a natação, faze excursões e não te 
esqueças do canto. Sê contente e 
bem disposto! Não o exageres po- 
rém, e dá ao teu corpo o descanso 
necessário. Tem cuidado com os 
resfriados, quando estiveres suado. 
Roupas molhadas devem ser muda- 
das o quanto antes. Mantém os 
pés quentes e a cabeça fria. O nos- 
so sol é muito quente no verão para 
se expor a êle por mais tempo sem 
cobertura na cabeça. 

Sejam as tuas refeições nutritivas 
e salutares. De um modo geral de- 
vemos restringir o uso da carne e 
comer mais verduras, legumes e 
frutas. 

As bebidas alcoólicas já causaram 
muito mal neste mundo. Basta olhar 
em roda para ver isto. A saúde do 
jovem é, porém, prejudicada de ma- 


1 1 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


neira especial pelas bebidas alcoó- 
licas, porque o corpo do jovem 
ainda está em crescimento e forma- 
ção, processo que vem sendo preju- 
dicado pelo álcool excessivo. Di- 
minui as forças, solapa a saúde e 
envenena os pensamentos. As be- 
bidas altamente convenientes ao 
corpo são: água pura, leite, suco 
de frutas. 

Não te queixes por qualquer cou- 
sa! Mas quando realmente te sen- 
tes mal, não adianta a lamúria. Vai 
ver um médico e não descanses 
antes de ter curado o mal total- 
mente 

Enfim vai aqui a cousa mais im- 
portante no cuidado pela saúde: a 
paz do coração. E’ isto mesmo. Há 
muita e muita gente doente fisica- 
mente. porque não encontram êste 
fator importante. 

E’ maravilhoso como não so- 
mente a comida e a bebida têm in- 
fluência sôbre o teu corpo, não so- 
mente o ar e a luz do sol. mas tam- 


bém tudo aquilo que se passa no 
fundo de tua alma. Maravilhoso 
como não somente o uso excessivo 
do álcool ou da carne corrompem a 
tua saúde, mas também uma preo- 
cupação secreta e uma culpa es- 
condida nos enfraquecem e bran- 
quecem os cabelos. Está certo: 
mens sana in corpore sano! Mas 
também poderíamos dizer o inver- 
so: só quando a alma é sadia e 
forte, também o será a nossa vida 
fisica. 

Não esmoreças na luta contra 
tudo que vil e mau. Já viste um in- 
divíduo realmente feliz que ao mes- 
mo tempo por dentro fôsse um su- 
jeito ruim? Tal não existe neste 
mundo. E’ uma lei inexorável de 
que a felicidade do homem só cres- 
ce na medida em que êle aprende 
a vencer o mal. Quanto mais amar- 
mos a verdade, quanto mais odiar- 
mos tôda a impureza e baixeza em 
nós e em redor de nós, tanto mais 
aumentará em nós a alegria na vida 
e se aprofundará a paz do coração! 


PARTICIPAÇÃO 

A Juventude Evangélica de Esteio, profunda- 
mente consternada, cumpre o doloroso dever de 
participar o trágico desaparecimento de seu 
membro 

SILVIO SCHWINGEL 

que em 25 de janeiro do corrente ano pereceu 
afogado, durante a excursão organizada pelos 
grupos de Esteio e Dois Irmãos. 

Guardamos em honra sua memória. 

Esteio, janeiro de 1959 


1 2 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


Foi no dia 29 de dezembro do ano passado que se reuniram pela pri- 
meira vez as diretorias dos grupos da J.E. da Região Sinodal de Pôrto 
Alegre. A reunião foi dirigida pelos representantes da Região, Erni 
Wiethaeuper e Sally Lutz, e pelo Orientador Pastor Neisel, estando 
ainda presente o Orientador, Provincial Pastor Boll. Naquela oportuni- 
dade foi resolvido intensificar o trabalho no plano regional e promover 
a aproximação dos diversos grupos entre si. Para tal foram tomadas as 
as seguintes resoluções, que aqui transcrevemos, à guisa de sugestão, 
também para os outros grupos: 

1 ) De três em três mêses se realizará uma reunião das diretorias de todos 
os grupos da Região . 

2) Cada grupo mandará mensalmente um relatório à direção regional, 
preenchendo um formulário. 

3) De cada contribuição mensal dos membros dos grupos a Caixa 
Regional receberá por mês Cr$ 2,00. A Caixa Regional custeará as via- 
gens a serviço da }. E. dos representantes e contribuirá para a Caixa 
Provincial. 

4) Será promovido um Congresso Regional por ano (dias 5, 6, 7 de 
de setembro). 

5) Os representantes regionais visitarão todos os grupos ajudando-lhe 
a resolver os seus problemas na medida do possível, apoiarão a difusão 
da revista da J. E. e representarão a Juventude Evangélica no Concílio 
Regional. 

6) Serão realizados pelo menos dois retiros por ano para treinamento 
de líderes. (1, 2, 3 de maio e 15, 16, 17 de agosto). A finalidade principal 
dêstes retiros é o treinamento espiritual. 

7) Será promovido um Concurso por Correspondência versando sôbre 
o Evangelho de S. Mateus e a vida de Martin Luther (livro de P. 
Dreher). Mensalmente serão enviadas 4 perguntas que podem ser resol- 
vidas individualmente ou em grupo, sendo depois as respostas avaliadas 
por pontos. 

Como se vê por estas resoluções há muito por fazer pela direção 
regional da J. E. Êste trabalho bem executado facilitará o trabalho num 
plano mais amplo. E deve ser nosso alvo que operemos sempre mais 
como uma só juventude da Igreja Evangélica de Confissão Luterana 
no Brasil. 

Godô 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


13 


Juventude Evangélica em Lontras (Sta. Catarina) 


Somos um grupo pequeno e recém fun- 
dado e queremos, por meio desta Revista, 
dar uma pequena demonstração, do que foi 
o primeiro ano de trabalho. 

Fundada a 15 de novembro de 1956, no 
mesmo dia, em que foi realizado o l 9 
Congresso Regional em Rio do Sul; sendo 
9 jovens os fundadores; já agora podemos 
registrar 25 que frequentam as reuniões. 

As reuniões realizam-se aos domingos à 
tarde, às 14 hs. são efetuadas com estudo 
bíblico, oração e cantos. Neste primeiro 
ano não foi possível sermos dirigidos pelo 
Pastor, mas sim por uma dirigente, auxi- 
liada pelo Presidente do Sínodo por in- 
termédio de livros, e ainda de outras pes- 
soas interessadas na juventude cristã. 

Quando fundada houve grandes difi- 
culdades para os membros, porque diziam, 
que era de outra seita ou doutrina. Com 
isso os nossos jovens tiveram que lutar, 
porque representavam apenas uma pequena 
parte da nossa Comunidade. 

Durante o l 9 ano foram realizadas 25 
reuniões na sede social, além disso houve 
diversas excursões e aniversários e visitas 
entre grupos vizinhos; após as reuniões há 


brincadeiras diversas, já possuímos um 
campo de esporte de volei-bol. 

No dia 24 de novembro foi festejado o 
l 9 aniversário de fundação; desfilaram com 
a bandeira da Juventude todos os jovens 
dos grupos vizinhos; Ibirama, Matador e 
Rio do Sul, num total de 100 jovens. Em 
seguida foi celebrado o culto festivo, pelo 
Rev. P. Stein; após o culto foi hasteada a 
nova bandeira, e entregues os distintivos. 

À tarde houve divertimentos diversos, 
bem como um pequeno torneio de volei-bol, 
ficando vencedor o grupo local, 

O lucro foi destinado ao pagamento das 
dívidas da sede social da Comunidade. 

Sendo um dos mais pequenos grupos do 
nosso Sínodo, querjamos entrar em con- 
tato com outros grupos e, ficaríamos mui- 
to agradecidos em saber notícias de gru- 
pos mais bem formados. O endereço pode 
ser um dos seguintes; Presidente da J.E. — 
Edwald Froehner ou Irmgard Knolle — 
Lontras — Rio do Sul. 

Bemaventurada é a nação cujo Deus é 
o Senhor, e o povo que êle escolheu para 
sua herança. Salmo 33:12. 

Evelino Kiefer 


LONGE 


C. T. MENDES 

Tombaram para sempre as minhas alegrias!. . . 

Os meus sonhos de amor depressa se acabaram . . . 

Minha lira morreu estanque de poesias, 

E meus olhos, de dor, de lágrimas secaram! 

As flores da ilusão do meu jardim murcharam... 

Não ouço mais cantando as lindas cotovias; 

E vejo, muito longe. . . esquálidas, sombrias, 

Do mar do meu passado as ondas que rolaram!. . . 

Contemplo no presente o Sol da minha vida 
 caminhar veloz, tão rápido, morrendo, 

Entre soluço e dor e mágoa tão sentida!. . . 

E vejo lá no fim, no Céu da mocidade, 

O dia já sem vida ... a tarde escurecendo 
As estrelas chorando imersas na saudade!. . . 

Jesus Cristo crucificado, estando o poeta para morrer. . . 


14 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


SALMO DE DAVI — 23 

O Senhor é meu pastor, nada me faltará. 

Faz-me deitar em verdes pastos e guia-me a águas mui quietas. 
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor de 
seu nome. 

Ainda que andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal 
algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. 
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges 
a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. 

Certamente que a bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da 
minha vida: e habitarei na casa do Senhor longos dias. 

E tudo quanto fizerdes, fazei-o do coração, como ao Senhor, e não como 
aos homens. 


<♦> <♦> » •:♦> 


v 

9 


SUMÁRIO 



♦ 

ú 

555 

i 

$ 

v 

v 

<55 

ã 

§ 

PS 

i 


O que interessa à mocidade 

Conheça êste homem: A. J. Renner 

Sem ressurreição de Cristo - Cristianismo fracassado 

Conversa com o leitor 

Notícias de S. Miguel do Oeste 

Notícias Sociais 

Leitor: coopera com a tua revista 
Mens sana in corpore sano 

Plano de trabalho para as Diretorias Regionais 


3 

I 

$ 

I 


4 

v 

$ 

V 

$ 



$ 

I 

I 

I 


Órgão mensal da Juventude Evangélica da Igreja Evangélica de confissão luterana 
no Brasil. 

Impresso na «Empresa Gráfica Metrópole S. A.» — Pôrto Alegre 
Encomendas e Pagamentos: Centro de Impressos do Sinodo Riograndense, 

São Leopoldo, Caixa Postal 14. 


4 

'4 

4 


'4 


jjí Diretor responsável: P. Karl Gottschald 
ra 

Cí Redator Chefe: Pastor G. Boll 

4 

5? Redação: Ingeborg Folz, Rua Senhor dos Passos, 190, Pôrto Alegre, RS 

£ Deutscher Teil: Pastor Jahn, Sobradinho, RS. 

$ 

Assinatura por Ano: Cr$ 70,00 — Número avulso Cr$ 10,00 


4 

4 

jSJSj 

4 

V 

4 


Êstes são os modernos 


Rádios — ORBIPHON equipados 
com Transistores. 



TRANSIPHON — com 1 ou 2 ondas 
O rádio que vai com V. para 
onde V. quiser. 


Rua Dr. Flores 119 — Andradas 1294 
Rua Benjamin Constant, 1059/61 
PELOTAS 

Rua 15 de Novembro 664 



SUPLEMENTO ALEMÃO DA JUVENTUDE EVANGÉLICA 


Liebe Leser ! 

Die erste Nummer im neuen Jahr ist nun in Eurer Hand. Sie 
kommt in neuer Gestalt? sie soll die Reihe der von nun an monatlich 
erscheinenden Jugendzeitschrift eröffnen. Was anders, besser, schlechter 
geworden ist, werdet Ihr selbst merken, Ihr sollt uns auch ruhig Eure 
Meinung darüber schreiben. 

Wir wiederholen noch einmal unsre Bitte: sorgt nun auch dafür, 
dass die Zahl der Leser sich verdoppelt, damit wir den verhaeltnismaessig 
niedrigen Preis halten und unsre Arbeit immer verbessern können. Werbt 
neue Leser — Ihr helft damit uns — und Euch selbst! Der grosse 
Wettbewerb der neuen Assinaturas ist noch nicht zu Ende, die Praemien 
warten noch. 

Die Themen der kommenden Nummern im Deutschen Teil: April: 
Weltraum und Weltzeit. Zahlen aus der Schöpfungsgeschichte Gottes. 
Mai: Unsre Nahrung. Gott erhaelt uns. Aber es gibt noch viel Hunger 
in der Welt. Juni: Gottes Gesetz und unser Gehorsam. Geschichte und 
Gericht. (Der erste Artikel) Juli: Menschen — Christen — Heilige. 
Erlösung. August: Jesus Christus mein Herr, «auf dass ich sein eigen 
sei». (Der zweite Artikel) September, Oktober, November: Gottes 

Geist am Werk — Kirche — Berufung — Heiligung — Hoffnung (Der 
dritte Artikel). Wir schreiben Euch das, damit Ihr Euch Gedanken 
macht — und uns Eure Gedanken auch mitteilt. Die Revista der Jugend 
— schreibt die Jugend! 

In der Hoffnung auf Eure Mitarbeit grüsst Euch herzlich. 

Die Redaktion 

JUDAS UND ICH 

DIE BIBEL 

Einer der zwölf Jünger, Judas aus Karioth, ging hin und redete mit 
den Priestern und Hauptleuten, wie er Jesus übergeben wollte, und 
sprach: Was wollt ihr mir geben? Ich will Ihn euch verraten. Als sie 
das hörten, wurden sie froh und boten ihm 30 Silberlinge (etwa 2.500,00 
Cruzeiro). Das versprach er, und von da an suchte er Gelegenheit, wie 
er Ihn ohne Aufsehen ausliefern könnte. 

Jesus sprach: Der mit mir in die Schüssel taucht, der wird mich 
verraten. Ich gehe zwar hin, wie geschrieben steht, aber wehe dem 
Verraeter! Es waere ihm besser, er waere nie geboren worden. 

Waehrend sie noch miteinander redeten, kam Judas mit einer 
Gruppe Soldaten mit Fackeln und Lampen, Schwertern und Stangen. 
Und der Verraeter hatte ihnen ein Zeichen gegeben: Welchen ich küssen 
werde, der ist es, den müsst ihr greifen und in Gewahrsam nehmen. Da 
trat er zu Jesus und sprach: Sei gegrüsst! und küsste Ihn. Jesus aber fragte: 
Mein Freund, warum bist du gekommen? Verraetst du mich mit einem 
Kuss? 

Als Judas jedoch sah, dass Jesus zum Tod verurteilt war, reute es 
ihn; er brachte den Hohenpriestern die 30 Silberlinge und sprach: Er 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


1 


ist unschuldig; ich habe übel getan, Ihn zu verraten. Ihre Antwort: Was 
geht es uns an? Da siehe du zu! Da warf er das Geld in den Gotteskasten, 
ging weg und erhaengte sich selbst. Sogar sein Geld nahmen sie aus dem 
Gotteskasten heraus und kauften dafür einen Acker zum Begraebnis der 
Fremden. 


ARMAND PAYOT 

beschreibt in seinem Stück «Der Mann am Stricki» die letzten Tage 
des Kampfes um Judas und Jesus. Wie gern möchte Ruth, die Braut, den 
Judas heraushalten aus allem! Wie gern möchten seine alten Eltern ihn 
beschützen davor, dass er sein Herz verkauft! 

Als es dann geschehen ist, als Karfreitag ist, sucht ihn noch einer 
der Schriftgelehrten, Levi, dem die Augen aufgegangen sind. Er trifft 
zwei andere Jünger. Erhaben urteilen sie über Judas: «Ihr werdet doch 
nicht von uns erwarten, dass wir seiner Handlungsweise zustimmen 
sollen?» 

Levi: Hier ist nicht die Rede davon, zu irgendetwas zuzustimmen 
oder nicht. Sondern es geht darum, ob man versuchen will, ihn zu 
verstehen. Probiert einmal, wie das waere, wenn ihr an seiner Stelle 
waert, in seiner Haut stecktet . . . Das ist naemlich schwerer als Beifall 
klatschen oder verdammen. Zu verstehen suchen, dass ein Verbrechen 
vor Gott vielleicht weniger veraechtlich ist als vor den Menchen, dass 
es nicht so abscheulich ist wie ein frommes Leben, das immer nur das 
Eigne, das Ich, bei Gott sucht. 

Die Jünger: Soviel wir hörten, hat er Ihn um 30 Silberlinge ver- 
kauft! 

Levi: Die rechnet ihr ihm nun an, die 30 Silberlinge! So macht 
ihr es, und nach euch sicher noch andere. Aber wisst ihr auch, dass 
er sie uns wiedergebracht hat? 

Jünger: Was? dann hat ihn also nicht einmal die Habgier getrie- 
ben? Denn das waere eine Erklaerung gewesen! 

Levi: Als wenn irgendein Mensch ausser Gott den Menschen er- 
klaeren könnte! 

Judas kommt: Nein, nicht um des Geldes willen. Sondern weil ich 
den Glauben verloren hatte. Und nun kann ich das Leben nicht mehr 
tragen, das ich heiss geliebt habe. Ich will nicht Menschenantlitz tragen 
und im Inneren ein Leichnam sein. Merkt ihr denn nicht, dass ich gerade 
darum den Tod suche, weil ich mich von Gott und Gottes Naehe selber 
ausgeschlossen habe? Ich habe mit Seiner Liebe geschachert, spekuliert. 
Da lag meine Sünde. 

Jünger: Aber du hattest doch alles aufgegeben, um Ihm zu folgen! 

Judas: Bis auf mich selbst. Da wollte ich nicht verzichten. Wenn 
Er sprach von der seligmachenden Armut, vom Erbe der Sanftmütigen, 
dachte ich an Waffen und Gewalt und heissen Kampf um die Freiheit, 
für den Triumph Gottes auf Erden. (Die Jünger und Levi sind gegangen). 

Judas: Und ich habe Dich doch auch geliebt! Habe ich aber fest 
genug an Dich geglaubt? Und doch habe ich Dich verraten, schon in 
dem Bild, das ich mir malte von Dir. Aber dies lass mich, Du in Deiner 
Todesqual: ich beuge mich vor Dir, Christus. Lass mich noch einmal 
Deinen Namen bekennen, ehe ich in die Finsternis sinke, wo sie am 
schwaerzesten ist. 

Maria Magdalena kommt Judas zu suchen: So ist es nur umso 


2 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


gewisser, nun Er stirbt, dass er auch für dich stirbt. Auch für dich, 
damit du endlich leben kannst. Mich trieb es zu dir, um dir die Botschaft 
von Seiner Liebe zu bringen. Nur glauben musst du, wenigstens jetzt, da 
du weisst: sonst bin ich verloren! ■ — musst du glauben. 

Judas, gib den Strick her! Dazu hast du kein Recht: traegt Er 
nicht schon schwer genug an seiner Dornenkrone? Du darfst nicht auch 
noch diesen Nagel durch Seine kreuzwunden Haende treiben, diesen 
Nagel, der Ihn grauenvoller schmerzt als alle andern! 

Judas hat den Strick der Frau entrissen und flieht. 

Maria Magdalena: Er liebt dich doch! Er liebt dich! Und hat 
dir vergeben! 

Judas! — Zu spaet. Herr, gedenke an ihn, wenn Du in Dein 
Reich kommst! 

AUS DEM OSTERSPIEL VON FILADÉLFIA (S.C.) 

3. Kriegsknecht: Bevor die drei Ersten vom Kommando unseres 
Hauptmanns die Haende an Ihn legten, um Ihn zu kreuzigen, 
wandte sich Jesus um, 

schaute die Menschenmenge an, die Ihm nachgestürzt war — 
und es ward im Augenblicke still — - 
in diese Stille sprach Er hinein, 
sodass es alle hören konnten: 

Herr, vergib ihnen, denn sie wissen nicht* was sie tun! 

2. Kriegsknecht: Ja — jetzt faellt mir ein: 
einer hat mir erzaehlt, 

dass der Nazarener zu einem Schaecher gesagt haben soll, 

der sich am Kreuz noch zu Ihm bekannte, 

dass er mit Ihm zusammen im Paradiese sein werde. 

(Aus dem alljaehrlich in der Osternacht in Filadélfia gespielten Passions- 
und Osterspiel von P. Johannes Denstaedt). 

PETER OPITZ 

heisst der junge Künstler, aus dessen Holzschnitt-Passion unser Bild 
stammt: Judas, das Geld zaehlend. Wer den Künstler nicht kennt wird es 
nicht merken: der Kopf des Judas ist nach dem Kopf des jungen Holz- 
schneiders selbst geschnitten. Schwermütig steht Judas im Vordergrund, 
aber hinter ihm gefangen schaut durch das Fensterkreuz Christus, den 
er verriet. Schaut Judas aufs Geld? Oder zieht sich nicht sein Kopf 
schon herum, nach seinem Herrn zu schauen? 

UND ICH ? 

Wer Karfreitag miterlebt, schaut Ostern. Wer bei dem Herrn ist 
— und nicht bei sich selbst. Wer die Vergebung ergreift — und nicht 
das Sündengeld. Wer sich selbst und alle seine Gedanken in den Tod 
gibt — und sieht nur noch den, nach dem Judas sich am liebsten um- 
wenden möchte, den, der in der Hoffnungslosigkeit die einzige Hoffnung 
ist, den, der sich selbst das Leben nennt, ein wahreres Leben als das, das 
Judas sucht — wer nur noch Christus sieht und seine Hand fasst, ist 
gerettet. 


JUVENTUDE EVANGÉLICA 


3 


Judas und ich — wo stehen wir? Unter denen, die urteilen und 
richten? Unter denen, die abrücken? Die verleugnen und verraten? Die 
sich selbst mehr lieben, ihr Vergnügen, ihr Leben, ihr Geld? Der Künstler 
hat genau gewusst, wie ein Stück «Judas» in jedem steckt, bis in unser 
Chirstenherz hinein. 

Wenn wir das auch wissen, dürfen wir sprechen wie der eine 
Schaecher, an Jesu Seite gekreuzigt, wie Maria Magdalene, wie es 
die russische Kirche in ihrem Mittagsgebet mit den Seligpreisungen des 
Herrn Christus zusammen singt: Gedenke, Herr, an uns, wenn du bist 
in deinem Reich! 



A. 




2 . 


_£X 


»c ;rr-prrlr r i--j 




Erstanden ist der heilig Christ, der aller Welt ein Tröster ist. 
l)a worte ressurgiu ~^tsus C chama todas nós à l i/i. 


OSTERN 

Amen! Sicher ists und wahr: 

Gottes grosser Tag brach an. 

Gott zerriss den Todesbann. 

Aller Stricke sind wir bar. 

Amen: Gottes Sohn erstand! 

Eilt, der Welt in ihren Sünden 
Gottes Neu-Beginn zu künden, 

Gottes Sieg macht ihr bekannt. 

Amen: Nimm auch uns, Herr Christ, 
Schon in dieser Erdenzeit 
In dein Reich, zu tun bereit, 

Was dein Wille mit uns ist. 

Amen. Dir, Herr, dienen wir. 
Steh bei uns in allen Plagen, 
Bleib uns treu an allen Tagen, 
Nimm am Ende uns zu dir! 

Amen 


4 


JUVENTUDE EVANGÉLICA